Abraham Weintraub defende educação domiciliar no Brasil

Em 8 de Abril de 2019, o economista Abraham Weintraub tornou-se ministro da educação do Brasil, por indicação de Jair Bolsonaro. Weintraub é professor da Unifesp e já foi diretor do banco Votorantim, e ingressou no ministério da educação substituindo Ricardo Vélez. Uma das primeiras medidas de seu mandato foi o corte de 30% para as universidades federais. Se por um lado desinvestir em educação pode ser preocupante, por outro, é importante para balancear as contas e permitir que o Brasil continue crescendo de forma responsável.

No dia 7 de Maio, Weintraub foi ao senado defender o ensino domiciliar como direito dos pais de poderem educar seus filhos com liberdade. O homeschooling é uma prática de educação onde a família é responsável pelos materiais que serão utilizados no aprendizado dos filhos, em vez da escola. Para muitos aderentes ao homeschooling, a escola não passa de uma terceirização da missão de orientar e capacitar os filhos. Porém, outros adeptos compreendem que a educação domiciliar é apenas uma entre muitas alternativas de educação, e que cada família deve optar pelo modelo que lhe parece mais adequado.

Entre os senadores e deputados do Brasil, o assunto ensino doméstico causa polêmicas. Entre os políticos de esquerda, o homeschooling não é bem visto, afinal a legalização desse modelo de educação legitima a retirada do poder do estado sobre as crianças cujos pais escolherem esse método. Segundo a ANED, mais de 7 mil famílias educam seus filhos em casa, número que representa o dobro dos dados levantados em 2016. Para permitir que os mais tenham liberdade de educar seus filhos, o governo redigiu um projeto de lei (enviado para o Congresso Nacional) visando regulamentar o tema. No documento, um dos critérios para a prática do homeschooling seria o cadastro dos pais em um sistema e a garantia de avaliações periódicas das crianças. Também deve haver um plano pedagógico anual, documentação comprobatória de residência, termo de responsabilização, entre outras exigências.

Para muitos defensores do homeschooling, uma das motivações é o doutrinamento em sala de aula, também conhecido como Marxismo cultural, em que professores deliberadamente defendem posições políticas (geralmente de esquerda) para os alunos como se fossem fatos científicos. Essa aversão ao Marxismo nas escolas motivou a criação do projeto Escola sem Partido, que foi alvo de muita polêmica nos últimos meses.

A conscientização da oposição precisa se fundamentar no conceito de liberdades individuais. A proposta de educação domiciliar é um direito dos pais de proporcionarem a melhor educação possível para seus filhos, sem ter a obrigatoriedade de matricular as crianças em uma escola onde a educação não será tão eficiente. A situação encaixa muito bem principalmente para famílias que não possuem condições financeiras suficientes para colocar os filhos em escolas de alta performance. É possível montar um cronograma de ensino de qualidade investindo muito menos. Nesse ínterim, obrigar os filhos a frequentar uma escola pública fere a liberdade. É como dar carta branca para o estado fazer o que quiser com seus próprios filhos.

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